domingo, 30 de maio de 2010

"Ultimamente parece que só tenho você de verdade quando conversamos, é quando me sinto seguro, com os pés no chão. O resto do dia eu não vivo de verdade, apenas mato tempo esperando pela próxima conversa."

Andei meio viajão ultimamente. Tipo, mais do que de costume, por isso tanto tempo sem postar nada aqui. Muitas coisas mudaram no dia-a-dia, muitos novos detalhes e pensamentos, precisava assimilar tudo de novo, tudo que eu conhecia mudou. Nisso que dá assumir uma religião...
Claro que não foi só isso que tem a ver com mudanças. O trecho acima é de um caderno onde escrevo minha infinita declaração a uma garota - yep, ela de novo. Ela que traz cores para meus dias e minhas noites, uma chama sempre acesa dentro do meu peito.
Ok, não sendo tão intenso, apenas digo que a amo.

Não tenho mais o que dizer, só passei para não deixar criar teias aqui (risos).
Ah e a correria não me permitiu selecionar os blogs pra mandar o selinho Dardos, que nem coloquei no meu ainda... que vergonha! Tudo se resolverá na próxima tarde livre.

Finalizando com minha última descoberta musical, uma banda sensacional que vai do romance mais obsessivo à claustrofobia mais horrorosa. Escolhi uma música que representa o primeiro caso:

domingo, 23 de maio de 2010

Vontades

Não cresça muito rápido,
não hesite,
não.

O tempo é um rio,
flutuamos por cima dele,
sem tocá-lo.

Cresça,
viva,
mas não se engane.

Corra,
brinque,
mas não me deixe.

Quando for tarde,
lembre-se de mim e do tempo.

Ainda estarei arrastando-me atrás dele,
alguns anos no passado.

Queria eu desaparecer,
esquecer.

Queria eu.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Wicca?

Recebi muito essa pergunta ultimamente (risos). As palavras a seguir são de Gwinevere Rain, a autora do livro onde descobri a religião. Antes, uma lista de coisas para quebrar o estereótipo que surge quando a palavra bruxaria é mencionada, também encontrado no site dela. Confiram, é bem interessante.

Checagem de Fatos Wicca
1. Wiccanos acreditam no lema "Não prejudique ninguém".
2. Homens e Mulheres podem ser Wiccanos.
3. Wiccanos não acreditam em Satã ou no Diabo.
4. Não voamos em vassouras, varremos energias negativas com elas!
5. Ofertas são feitas em potes, conchas do mar, poemas, cristais, etc., não com coisas nojentas.
6. Intuição é um grande poder, mas nem todos Wiccanos são psíquicos.

7. Você não precisa nascer em uma família Wiccana para ser Wiccano.

8. Não lançamos maldições ou pragas
(OBS do Jack: elas existem, mas vão contra a regra "Não prejudique ninguém" e implica na ideia de que o que você faz voltará para você).
9. Charmed, Buffy e Sabrina são ótimos shows, mas não retratam a Wicca precisamente.
10. Você não precisa de um "sábio mentor". É possível aprender tudo por conta própria.


Agora o texto:
"Wicca é uma religião. Foi fundada por um homem chamado Gerald Gardner na década de 1950. Desde então Wicca evolui e atingiu um grande número de seguidores. Wiccanos (os praticantes da religião) a personalizam para encaixar em seu estilo de vida. Alguns são solitários, significando que praticam sozinhos - enquanto outros pertencem a um Coven e celebram sua fé em grupo. Apesar da variação na prática, existem ensinamentos centrais. Primeiro, a regra de conduta que diz, "Não prejudique ninguém." Isso significa que Wiccanos evitam conscientemente ferir outros fisicamente, emocionalmente ou atrapalhar em seu livre-arbítrio.

Outro ensinamento central é a Regra dos Três. É uma crença no Karma de que a energia que você manda (positiva ou negativa) você eventualmente recebe de volta três vezes. Isso nos faz tratar os outros como gostaríamos de sermos tratados.

Wiccanos acreditam em uma força superior. No entanto, essa força se divide em duas formas onipresentes, o Deus e a Deusa. São uma parte central da religião. Os honramos através de rituais, preces, e feriados (chamados Sabás). A deusa e o Deus são vistos de forma diferente por cada praticante, assumindo um papel de mãe, pai, irmã, irmão etc. Suas energias são opostas, mas complementares, duas metades de um todo.

No entanto, Wiccanos não vão a igrejas ou templos, muitos têm o que chamamos de "Altar". Essa mesa ou simples área é dedicada a preces, celebração, rituais e magia. Ali podemos encontrar estátuas representando o Deus e/ou a Deusa, velas, um prato de ofertas, incenso, e outras ferramentas úteis.

A natureza tem um caminho importantíssimo nesse caminho, é vista como uma extensão da divindade. Logo, Wiccanos sentem que uma conexão com a natureza é uma conexão com a divindade. Frequentemente tem preocupações com o meio e com a saúde do planeta.

Eu mesma e outros praticantes acreditam que a pessoa deve sentir o caminho/fé/religião que deve seguir sozinho. Então, Wiccanos não pregam ou ensinam "uma verdade absoluta". Com a criação deste site e dos livros coloco a informação lá fora para educar. Se você acha que a Wicca se comunicou com você, existem várias seções para pesquisa aqui. Se acredita que a Wicca não parece certa para você, então bela jornada em seu caminho espiritual."

domingo, 16 de maio de 2010

Jack está de castigo

Isso mesmo que você leu, enchi o saco da mãe por tanto tempo que ela me cortou a net até amanhã. Como estou aqui então? Meu pai é uma pessoa bem compreensiva.

Logicamente não pude visitar nenhum blog desde sexta, quando o castigo começou, só estou aqui a trabalho... mas amanha volta ao normal, em termos. Voltamos a ativa.

Na verdade, desde o último post estou me sentindo bem melhor em relação a tudo. Animei-me a escrever um bom (e grande) conto, sem pressa, cuidadosamente analisando cada linha, como fazia antes. Na escola as coisas vão melhorar também, amanhã vai ser o primeiro dia sentando na frente na aula de matemática - que maravilha né. Mas é necessário, ficar de recuperação em mais de duas matérias de novo (ano passado foram seis) é triste.

Ok, não posso enrolar demais aqui. Ah outra coisa, aquela coisa de Wicca vem aparecendo no meu dia-a-dia sem querer, estou começando a pensar que é um bom caminho a seguir. Ao me colocar dentro disso, a sensação é boa, me sinto ajustado.

Tatatatata, ninguém quer saber disso. Ainda assim, vou falar mais no próximo post. Agora vou trabalhar e aguardar ansiosamente pela nova música do Muse que sai amanhã...

Bye!

domingo, 9 de maio de 2010

Ano zero.

A tendência de organizar a vida em partes persiste.
Existe a vida real, massante, lotada de informações.

A outra vida, sem nome ou definição, feita de sonhos, vontades, não precisa de tempo. Nela somos o que sonhamos, nem sempre temos o que queremos, nem o que precisamos, mas existe força necessária para não nos deixar cair.
Existem coisas bonitas que não precisam de palavras. É nessa vida que acontecem dias inesquecíveis.

Procuro uma maneira de juntar essas duas partes.

Ter uma vida cansativa, mas recompensadora. Feita de sonhos, desejos, com tempo curto, para fazer dos pequenos momentos os mais preciosos. Nela, ter o que preciso, depois de considerável luta, mas ter sempre força, pois a luta nunca acaba.
Queria ser eu mesmo dentro desse corpo que às vezes me engana. Ter alegria sempre cravada nos eventuais sorrisos.

Queria apertar delete, começar de novo, fazer tudo diferente.
Mas estava aqui, vivendo, até agora aprendendo uma lição, uma demorada aventura até esse ponto de querer recomeçar. O recomeço não era literal, afinal, como dizem os velhos ditados, não podemos mudar o começo, mas podemos recomeçar e mudar o final.
Penso com muito cuidado nessas palavras. A sensação estranha de ser quem queriam que eu fosse não é agradável. Sei aqui dentro quem sou eu, sei quem é o Jack.

Usar meu apelido como forma metafórica de recomeçar é uma boa ideia, afinal, ele surgiu em tempos de mudança mesmo.

O Jack é educado, não gosta de falar palavrões, ama escrever, ama filmes, sonha em publicar um livro e dirigir um filme. É romântico, sonhador, tem seu próprio mundo interior, seu lugar feliz que lhe serve de refúgio nas horas silenciosas. Tem o costume de procurar beleza nas coisas simples, tentar escrever sobre elas. Gosta de olhar para as estrelas, gosta de sair com os amigos, mas não sabe se divertir em festas, não curte dançar e nem quer aprender, gosta de férias em Tramandaí. É extremamente desorganizado e desatencioso, defeitos dos quais não se orgulha, mas que não consegue mudar - falta de iniciativa, outro defeito.
Muito calmo, raramente se altera. Não gosta de confusão, brigas nem na TV, odeia tumultos e barulho. Exceto se for (boa) música em sua sala de estar ou num estádio na Inglaterra.
Adoraria cantar ao vivo em alguma banda um dia, tocando guitarra. Porém não sabe cantar e aprende em passos de tartaruga, mas pelo menos, está tentando.
Acima de tudo, sem querer, colocou seu amor por uma garota. É o tempo mais precioso, e não consegue viver um dia sem que esta se intrometa - no bom sentido. Piegas, meloso, etc, mas lindo, ele pensa.

Saindo da terceira pessoa (o que já estava me irritando).
Isso não tem nada a ver com o fato de eu não ser amado/reconhecido por meu esforço. É apenas uma busca pessoal - e meio louca, confesso. Para alguns, vem fácil, para mim não veio.

Mas nesta segunda feita (hoje, pois já passou da meia noite), vou dormir para acordar diferente.
Sem radicalismo, sem desespero. Não é uma questão de ser o cara perfeito, é questão de ser quem eu sou.

Prazer, eu sou o Jack. E você?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Let me, let me, let me...

Tudo acaba.
Acaba meu amor,
minha ilusão,
o que for.

Tudo que anseio,
aquilo que desejo.

Acaba.

Então deixe-me pegar sua mão, deixe-me ter o que eu mais quero. Deixe-me sonhar, como não sonho há tempos, como sonhava antes. Permita que eu me aproxime, que arrisque, que te convença a me beijar. Nunca dê um passo para trás quando estiver diante de mim, pois darei dois para frente. Nunca se deixe levar por aqueles outros garotos, sou melhor. Me dê seu olhar. Me dê seu coração também.

Me dê amor e nada acaba. Nunca acaba.


**

Ao som de Please Please Please Let Me Get What I Want,
a música com menos de dois minutos mais linda que já ouvi.


Essa pequena declaração veio para mim do nada. É ao mesmo tempo bobinha, mas sincera, como uma mistura das viagens de estar apaixonado, à coisa simples e aparentemente fúteis, como a competição com outros garotos.
Se possível escutem a música a seguir, que raiva, queria poder compor assim.


sábado, 1 de maio de 2010

Poesias que nunca mudam...


Ele a imagina como sua estrela,
distante, mas sempre está ali, bela.
Mesmo no céu azul do dia,
escondida,
brilha.

Todas as noites, pode vê-la novamente.

E ela, cujos olhos brilham,
ora de felicidade,
ora pelas lágrimas,
ama-o tanto quanto.

Tão forte,
tão claro,
tão forte...

São lugares que não podem alcançar,
lugares que são rabiscos em suas imaginações,
traços fortes de saudades,
um pensando no dia-a-dia do outro.

Onde estará agora?
Escapa o outro pensamento - estará pensando em mim?

Nas horas solitárias,
cheias de minutos arrastados,
existe fogo e gelo,
certeza e dúvida,
sorriso e lágrima - estes dois últimos, às vezes, ao mesmo tempo.

Musiquinhas confortam, nem melhoram, nem pioram. Suas palavrinhas tem cores próprias, os pianos e guitarras, levando a novas texturas e imagens de um lugar, um lugar que nunca é o mesmo, mas onde sempre estão juntos.

**

Comentários adicionais: Toda vez que penso em distância + amor + solidão, sai algo muito parecido com isso aqui que você provavelmente acabou de ler. Estava evitando postar essas coisas, mas parece que não consigo mesmo fugir disso (risos), pra quê esconder? Bobinho, meloso, romântico e óbvio, mas verdadeiro. Esse sou eu.
A poesia acabou servindo para duas coisas: além de ser mais uma das biribagunizilhões de reflexões minhas sobre minha situação, caiu como uma luva na vida de minha nova amiga, Anne - pra ela ver que sei contar histórias com palavras bonitas (risos).

quinta-feira, 29 de abril de 2010

ig.no.rân.cia


Não é novidade para ninguém que a mulher tem o físico mais fraco que o homem, o que não a torna de forma alguma "mais fraca". Por muitos e muitos anos anos foi assim, sempre será. A maioria dos preconceitos tem a ver com as crenças ou religiões mesmo, pois mesmo no livro mais vendido do mundo, a Bíblia, a mulher deve se considerar inferior ao homem, sendo obediente e ponto (um dos motivos que me fez desistir totalmente da religião).
A meu ver, homem e mulher, independente de suas diferenças biológicas, devem ter direitos iguais. São seres humanos, o sexo não muda isso. Cuidado, mulher dirigindo? Por favor, quantos milhões de homens fazem coisas piores todos os dias?
Outro absurdo é o estereótipo de dona de casa - mulher só serve pra limpar a casa e cozinhar? Bom, se um homem não sabe fazer essas simples tarefas, não tem nem o direito de pensar em se achar o superior. Se John (nome exemplar - sem preconceitos) me diz que precisa de uma garota pra lavar as roupas e comprar/fazer comida, me desculpe John, mas você é imbecil? Não sabe esfregar, não sabe ler as placas até a prateleira certa, não sabe pesquisar naquela nova tecnologia, a internet, como colocar arroz e feijão na panela e ligar o fogão? Mesmo assim, John mantém a postura "eu sou macho". Palmas pra ele, todo mundo batendo palmas.

Os dois sexos parecem ter adquirido suas características de forma que se completassem. O homem é a mulher foram feitos para se completarem, para viverem juntos, ou numa expressão que remete aos tempos primitivos, a sobreviverem juntos.
É do passado esse negócio de ser "macho". Não passa de um estereótipo brincalhão, que quando levado a sério, torna-se uma piada óbvia e sem graça.
Convenhamos, o politicamente correto é um saco. Qualquer piada que envolva qualquer tipo de preconceito, por mais inocente que seja, traz uma série de discussões e pensamentos a respeito do passado, presente e futuro da sociedade. É um saco. Não há escapatória das substituições típicas das conversas do dia-a-dia: Negro vira nego. Homosexual vira viado ou bicha. Mulher fácil vira vaca, galinha, vadia, etc. Seria utopia pensar que um dia isso mudaria, pois quase sete bilhões de pessoas não são tão facilmente influenciáveis assim, na verdade, muitas morrem ignorantes.

ig.no.rân.cia
sf (lat ignorantia) 1 Afirmar que mulher é inferior.

Piadinha. Cada um é cada um, mas a natureza do ser humano é viver com um par. O que seríamos de nós homens sem as mulheres?
Dessa vez sem piadas.

Novo visual, novos modos

O blog tava meio relaxado.
Finalmente dei um jeito nele, acho que finalmente também reanimando minha vontade de escrever nele - eu andava meio viajão mesmo.

Lá vamos nós de novo \o/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Conto sobre ligações

Tu, tu, tu.
Ao decorrer da curta ligação, havia encostado-se na parede, deixando-se escorregar até sentar no chão. Lentamente distancia o telefone do ouvido, até segurá-lo relaxadamente com o pulso apoiado no joelho erguido. Sente que está muito distante, fora desse mundo. O barulhinho repetitivo ainda soa, também parecendo mais distante e quieto. Finalmente pousa o telefone no gancho, mas fica sentado mais alguns longos segundos.
A imagem é plasticamente perfeita, o rapaz sentado perto da porta de um quarto, iluminado pela luz do sol que forçou seu caminho entre as nuvens cinzas do dia chuvoso. Uma foto viria a calhar, para capturar aquele momento antes que sumisse para sempre.
Mesmo dois minutos depois de ter desligado, de volta ao que estava fazendo antes que o telefone tocasse, ouvia a sílaba repetitiva em sua cabeça. As reviravoltas sempre vem sem avisar, pensava.
À partir do momento que levantou daquele chão frio, seguiu com sua vida. Amou muito, sorriu muito, sonhou muito. Era tudo que queria. Raro um minuto fazer diferença nos tantos anos de uma vida, mais raro ainda tal minuto durar para sempre.

Em seu último dia, sentiu que estava partindo. Há tempos estava sentindo-se cansado, até que ao deitar, entregou-se à dona morte. Resolveu despedir-se do mundo. Despediu-se das árvores, do vento, das estrelas. Especialmente, sem pressa, despediu-se da garota, a eterna garota.

De olhos fechados, rapidamente focou e reviveu, com nitidez incrível, aquele momento onde tudo mudou. Jurou ter escutado novamente, muito longe, aquele tu, tu, tu, antes que adentrasse profundamente no sono infinito.

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Comentários adicionais: Bom, fiquei na dúvida sobre o que era esse pequeno conto que me surgiu hoje à tarde. É sobre pequenos momentos? Sobre ligações perdidas (não apenas telefônicas digo)? É sobre alguma coisa. Creio que seja mesmo sobre pequenos momentos, pois a maioria dos dias do ano são esquecíveis, ninguém lembra de um dia inteiro. Lembramos de momentos, são o que valem afinal. No fim, tudo pode valer a pena, talvez, por um único momento especial. Sonhador, eu? Deu pra perceber (risos)?